Violência Obstétrica: Entendendo, Prevenindo e Promovendo Partos Respeitosos

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Imagem: Freepik

A chegada de uma criança ao mundo é um momento sagrado, repleto de emoções e expectativas. No entanto, a experiência do parto pode ser marcada por desrespeito e violência, principalmente quando os desejos e necessidades da mãe não são levados em consideração. A violência obstétrica, termo que descreve práticas médicas inadequadas e invasivas durante o parto, está cada vez mais em foco, levantando questões importantes sobre a cultura de nascimentos, especialmente no que diz respeito às cesarianas e suas implicações. Esse é um dos temas que a campanha Quebrando O Silêncio abordou este ano. Leia o artigo completo para entender um pouco mais.

A Influência da Cultura Cesárea na Violência Obstétrica

A entrevista com a enfermeira obstetra, professora e pesquisadora Vivianne Silva traz à luz a influência da cultura cesárea nos índices de violência obstétrica. O material completo pode ser lido na revista Quebrando O Silêncio deste ano (link para baixar no final do texto).

Segundo a especialista, a cultura de realizar cesarianas tem permeado a sociedade de tal forma que muitas mulheres podem ver essa intervenção como uma forma de evitar a dor e o sofrimento do parto vaginal. No entanto, essa percepção muitas vezes ignora os riscos e as complicações associadas a esse procedimento cirúrgico.

A difusão da ideia de que a cesariana é a opção mais segura para a mãe pode levar a uma aceitação cega desse método, sem considerar as consequências negativas que ele pode acarretar. A cultura de preferir a cesariana muitas vezes negligencia a preservação do sistema reprodutivo da mulher, aumentando os riscos de hemorragias e complicações.

Os Riscos Desnecessários da Cesariana

A ênfase na cesariana como uma opção “menos dolorosa” ou “mais conveniente” pode levar a procedimentos desnecessários e até mesmo a intervenções violentas. Mulheres que passam por cesáreas eletivas muitas vezes enfrentam complicações posteriores, como infecções, cicatrizes internas e necessidade de intervenções adicionais. Além disso, a abordagem cesarista pode interferir na capacidade da mulher de ter partos normais em gestações futuras.

O parto vaginal, por outro lado, traz uma série de benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. A preservação do sistema reprodutivo, a redução do risco de bebês prematuros e a recuperação mais rápida no pós-parto são apenas algumas das vantagens do parto normal. A mãe é a protagonista de seu próprio parto, tendo liberdade para escolher posições confortáveis e participar ativamente desse momento único.

Promovendo Partos Respeitosos

A transformação da cultura obstétrica começa com a conscientização e a educação. Quanto mais informada estiver a gestante sobre seus direitos e opções, menor será a probabilidade de enfrentar situações de violência obstétrica. A presença de um acompanhante e doulas durante o parto também desempenha um papel crucial, proporcionando apoio emocional e identificando possíveis abusos.

A equipe médica desempenha um papel vital nesse processo. A capacitação contínua dos profissionais de saúde é fundamental para sensibilizá-los sobre as necessidades e desejos das gestantes, promovendo uma abordagem centrada na paciente e baseada em evidências científicas.

Baixe a Revista Quebrando o Silêncio 2023

Você, enquanto mulher e missionária, pode participar ativamente desta campanha que transforma vidas ano após ano. Para ter acesso aos materiais, assim como à entrevista completa, basta acessar o site oficial e fazer o download. Esperamos que essa campanha seja uma bênção na sua vida e na vida de mulheres da sua comunidade religiosa.

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