Mulheres Incríveis de SP

Conheça Histórias de Mulheres Incríveis de SP

Maria José Femenias Vieira

Doutora em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela FMUSP; Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Especialista em Psicossomática pelo Instituto Sedes Sapientiae; autora do livro “Encontro com o Mestre”.

Sempre busquei um sentido para a vida, procurei em várias religiões e filosofias, até que um acontecimento mudou tudo. Na época em que este fato ocorreu, estava em minha fase budista e resolvi aperfeiçoar os métodos de meditação indo para a Índia.

Estava dirigindo para o trabalho em meu carro e parei no semáforo, que passava todos os dias. Olhando o folheto da viagem, pensei: “Será que devo ir? Na Índia não tem Jesus”.

Quando levantei os olhos do folheto, um deficiente físico veio na minha direção em uma cadeira de rodas. Todos os dias eu passava naquele semáforo e nunca tinha visto deficientes naquela região. Ele inspirava compaixão, pois, além de muito deformado, não tinha as pernas. Parou ao lado do carro sem me olhar. Suas escleróticas (branco dos olhos) eram muito claras, mas, em nenhum momento ele olhava diretamente para mim. Procurei algum dinheiro e lhe dei. Ele continuava sem fixar os seus olhos nos meus e permaneceu em silêncio. Então, ele abriu uma bolsinha e do seu interior retirou um livrinho, o qual me entregou sem me olhar diretamente. O semáforo abriu e eu me sentia diferente. Durante o trajeto não consegui soltar o livrinho, que no próximo semáforo pude abrir e descobrir que continha alguns trechos das Escrituras Sagradas. O primeiro que li foi: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar. Invocai-O enquanto está perto”.

Neste dia, encontrei uma querida amiga, ela ficou impressionada com o meu relato. Ela achava que era um Anjo. Atualmente, também acho e me sinto privilegiada por ter tido aquele encontro. Em seguida, ela me perguntou se eu gostaria de estudar a Bíblia. Aceitei. Comecei a frequentar a Igreja de Moema. Fui batizada em 26 de Dezembro de 1999, foi a melhor escolha da minha vida. Minha família é meu campo missionário, minha mãe batizou-se aos 85 anos ae meu pai com 90. Alguns outros familiares estudam a Bíblia e gostam de estar ao meu lado, eles dizem que sentem paz quando estou por perto e que tenho uma sabedoria que eles não encontram em outros lugares.

Outro campo missionário que tenho, é meu consultório. Sempre peço ao Espírito Santo para mandar alguém, assim, poderei ser representante de Jesus. Sei que Ele faz isto. Afinal, Ele é o Meu Sócio Majoritário. Não preciso mais nada! Só preciso de Jesus. Ele é o Meu Tesouro e Meu Querido e Amado Mestre. Sei que em breve O verei face a face.

Nancy Maria Maciel Falavigna de Oliveira

Advogada e Mediadora, mas há 4 anos dedicada exclusivamente ao lar.

Em 2015 recebi uma das notícias mais difíceis de se ouvir: o diagnóstico de um câncer Vivia uma vida normal: trabalho, igreja, família…e de repente esse grande choque.
Fui submetida a duas cirurgias em apenas 20 dias. A segunda mais complexa para verificar se haviam outros órgãos comprometidos. Foram 13 dias internada e 4 na UTI. Quantas lições aprendidas naquele hospital!

A mais linda delas aconteceu num dia em que senti uma tristeza profunda, como nunca havia sentido antes. Pensei que fosse realmente morrer diante de um cenário tão incerto. Chorei diante de Deus e clamei. Mas não senti amparo. Apenas silêncio.
Algumas funcionárias do hospital entraram e fizeram a limpeza do quarto. Então, uma delas veio até mim e disse: “Deus mandou eu dizer pra você não ficar triste; você não está sozinha. Tudo vai ficar bem.” Não acreditei no que estava ouvindo!

Deus me mostrou seu cuidado e amor de uma forma INCRÍVEL, assim como é Incrível o nosso Deus. Choramos juntas e lhe contei como foi usada naquele momento. Acabou a tristeza, o vazio, e o melhor sentimento brotou: paz!

Essa difícil experiência me fez enxergar que realmente não temos o controle da nossa vida, e me ensinou a confiar, entregar e descansar ainda mais sob a sombra do Altíssimo. E a oração é o segredo para esta entrega completa a Cristo.

Deus não prometeu que neste mundo não teríamos dificuldades. Mas podemos escolher atravessar os vales, adentrar as sombras e enfrentar as dificuldades desta vida mãos dadas com o Senhor, que já venceu todas as coisas por amor a nós!

Vânia Soares Filipe

Enfermeira, desde 1992, pós graduação em administração hospitalar e clinica medica e cirúrgica, licenciatura em enfermagem. Atualmente trabalho na uti adulto do Hospital Geral de Pirajussara

Sou a sexta filha de uma família de sete irmãos. Aos oito anos perdi minha mãe em um acidente trágico. Meus pais viajavam de Itajaí – SC para Curitiba – PR, para o enterro de minha prima de 18 anos que havia sido atropelada, quando o carro de meu pai se chocou com um ônibus; minha mãe foi arremessada para fora e teve morte instantânea. Foi assim que sete crianças, sendo a mais nova com cinco anos e a mais velha com quinze se tornaram órfãs de mãe.

Com dezessete anos fui para o IAE/SP, hoje UNASP campus I, estudar enfermagem; lá conheci meu esposo que fazia o curso de teologia. Um ano após a formatura nos casamos. Durante esses anos de ministério tivemos o privilégio de servir como missionários voluntários na Mauritânia, um país muçulmano da África. No décimo terceiro ano de casamento Deus nos deu uma filha, que presente maravilhoso!

Trabalho na UTI de um grande hospital público de SP e durante a pandemia da Covid – 19, inevitavelmente fui exposta diariamente ao vírus. Em junho testei positivo para a doença, com apenas sintomas leves, pude retornar ao trabalho após 14 dias. Após 40 dias do primeiro diagnóstico testei novamente positivo, porém com sintomas moderados evoluindo para graves, sendo assim inevitável a internação e intubação.

Fiquei internada por 21 dias, sendo 17 dias na UTI e 8 dias intubada. Durante esse período familiares, amigos, irmãos da igreja e até quem não me conhecia intercediam e oravam por mim. Sou muito grata por fazer parte dessa grande família, e se estou aqui escrevendo essas linhas é porque nosso Deus é misericordioso e por causa de tantas orações que chegaram até o trono da graça.

Não lembro de quase nada do período anterior e durante a intubação, mas me lembro claramente que sabia da gravidade do meu quadro e que clamava a Deus para não permitir que minha filha ficasse sem mãe, assim como eu fiquei.

Deus enviou anjos para estarem ao meu lado, tantos profissionais que incansavelmente supriam todas as minhas necessidades, desde as básicas até as mais complexas. Durante todos os dias de hospitalização recebi diariamente a visita de um médico e membro de nosso distrito, esse querido irmão colocava um salmo, um hino e orava por mim. Quantos anjos em forma de pessoas Deus coloca em nosso caminho.

O Senhor nos abençoa, o Senhor nos protege, o Senhor nos guarda. Devemos colocar nossas angústias, nossas necessidades e toda a nossa vida aos Seus pés e acreditar que nossas preces subirão aos céus como incenso suave.